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Uma revisão sistemática constatou que, para adultos que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), a terapia de movimento induzido por restrição modificada (mCIMT) pode melhorar a função do membro superior em comparação com a terapia convencional

Aproximadamente 55% a 75% das pessoas apresentam redução da função do membro superior após um AVC. A mCIMT envolve o uso intensivo do membro afetado ao longo de várias semanas, enquanto restringe o uso do membro não afetado. Realiza-se um treinamento intensivo, repetitivo e específico para a tarefa, utilizando apenas o membro afetado. A mCIMT difere da CIMT convencional por seguir protocolos menos rígidos e permitir a otimização do tempo e da intensidade do treinamento. É frequentemente utilizada em substituição à terapia convencional ou em combinação com ela.

Esta revisão sistemática teve como objetivo estimar os efeitos da mCIMT, em comparação com a terapia convencional, na função do membro superior de pessoas que sofreram AVC, independentemente do tempo de evolução da lesão.

Em 23 de maio de 2024, foi realizada uma busca em cinco bases de dados por ensaios clínicos randomizados (ECRs) publicados em inglês e chinês. Os estudos elegíveis incluíam adultos (18 anos ou mais) com AVC de qualquer tipo e tempo de evolução. A intervenção consistiu na mCIMT, e o grupo controle recebeu terapia convencional.

O desfecho primário foi a função, mensurada por meio da Avaliação de Membro Superior de Fugl-Meyer. A seleção dos estudos e a avaliação do risco de viés — utilizando a ferramenta *Cochrane Risk of Bias* 2.0 — foram realizadas por dois autores. A certeza da evidência foi avaliada pelo sistema GRADE (*Grading of Recommendations, Assessment, Development, and Evaluation*). Uma meta-análise agregou os estudos, utilizando gráficos de floresta (*forest plots*) para sumarizá-los e compará-los. As estimativas de efeito foram quantificadas pelo *g* de Hedges.

Dezesseis estudos envolvendo 612 participantes foram incluídos na revisão. O risco geral de viés foi baixo em 3 estudos, apresentou algumas preocupações em 10 estudos e foi alto em 3 estudos.

Dez estudos, incluindo 422 participantes, foram incluídos na meta-análise. Os participantes tinham idades entre 39 e 94 anos e apresentavam acidente vascular cerebral (AVC) na fase aguda (2 estudos), crônica (5 estudos) ou com cronicidade não especificada (3 estudos). As intervenções variaram de 30 a 180 minutos, com frequência de 3 a 7 dias por semana, durante 2 a 12 semanas.

Houve evidência de baixa certeza de que a mCIMT pode melhorar a função do membro superior em comparação com a terapia convencional (*g* de Hedges: 1,25; IC 95%: 0,53 a 1,96; n: 422; 10 estudos; I² = 90%). Foram realizadas análises de subgrupos quanto ao tipo de AVC, duração da doença, momento da intervenção e duração da intervenção, mas não foram relatados testes para verificar diferenças entre os subgrupos.

Após o AVC, a mCIMT pode melhorar a função do membro superior em comparação com a terapia convencional. Isso fornece evidências de que a mCIMT poderia ser utilizada após o AVC.

Liu J, Wang Z, Wang C, Zhang Y. Interventional effects of modified constraint-induced movement therapy on upper limb function in patients who had a stroke: systematic review and meta-analysis. BMJ Open. 2025. 15: e094309. doi: 10.1136/bmjopen-2024-094309 1

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